O MV Rhosus foi forçado a fazer uma parada em Beirute em 2013, ficou retido e afundou em 2018, após a carga explosiva ter sido transportada para o armazém do porto da cidade.

Foto do Navio afundado
Foto do Navio afundado. Foto: Twitter

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Segundo o jornal The New York Times, o navio MV Rhosus, que carregava nitrato de amônio, esteve durante muito tempo atracado no porto de Beirute, perto de onde ocorreu a explosão na terça-feira (4).

Segundo o relato, em setembro de 2013 o navio partiu de Batumi, Geórgia, carregando 2.750 toneladas de nitrato de amônio, com destino a Moçambique, mas o então capitão do navio, Boris Prokoshev, obteve ordens de receber mais carga em Beirute de forma a vendê-la, para poder pagar a travessia do canal de Suez.

O MV Rhosus foi inspecionado na doca da capital libanesa, de onde foi impedido de zarpar, com a tripulação proibida de sair do navio. Só quase um ano mais tarde, em agosto de 2014, os marinheiros foram liberados.

Fotos desse mesmo per~iodo revelam que tinha a bordo sacos de nitrato de amônio, que correspondem às fotos posteriores da mesma substância guardada no armazém, para onde a carga teria sido transportada, perto do local onde o navio ficou atracado.

O próprio navio, segundo relatou Prokoshev, afundou entre 2015 ou 2016, mas, de acordo com a investigação do diário, após a descarga, o MV Rhosus foi deslocado para outro lado do cais, a 300 metros do armazém.

Em 2018, o navio começou a afundar de novo e, pouco tempo depois, ficou totalmente submerso.