
Cruzado, cavaleiro e fundador da cidade, ele mandou erguer o castelo, deu forma à vila e deixou uma marca que ainda hoje sustenta o fascínio em torno dos Templários.
Gualdim Pais não é apenas um nome preso aos livros de história. Em Tomar, ele é tratado como a figura que deu origem à cidade e ao seu vínculo mais famoso: o universo templário. Nascido em Amares em 1118, ligado a D. Afonso Henriques, Gualdim Pais acabaria associado para sempre à fundação de Tomar e ao comando templário em Portugal.
Foi depois da doação destas terras à Ordem do Templo, em 1159, que a história mudou de rumo. Um ano mais tarde, Gualdim Pais mandou construir o Castelo de Tomar e a Charola, núcleo monumental que se tornou a sede templária no país. Em 1162, ainda concedeu foral à nova vila, ajudando a transformar um ponto estratégico da Reconquista em um centro de poder, espiritualidade e memória medieval.
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É por isso que a definição mais forte faz sentido: Gualdim Pais foi o homem que transformou Tomar no grande coração templário de Portugal. O peso dessa herança é tão grande que o complexo monumental ligado à sua obra, mais tarde conhecido como Convento de Cristo, integra hoje o Patrimônio Mundial da UNESCO; a organização afirma que o conjunto pertenceu à Ordem dos Templários e foi fundado em 1160 por Gualdim Pais.
O mistério em torno de seu nome também passa pela permanência. A Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, foi criada para servir de morada final dos mestres templários, e o próprio Gualdim Pais foi sepultado ali após sua morte, em 1195. Séculos depois, sua lápide continua preservada, como se a cidade ainda fizesse questão de lembrar quem lançou as bases de um dos cenários mais enigmáticos da história portuguesa.
