Alessandra Negrini sobre cancelamento: ‘toda unanimidade é burra’

210
Alessandra Negrini sobre cancelamento: 'toda unanimidade é burra' (Foto: Reprodução/Instagram)
Alessandra Negrini sobre cancelamento: ‘toda unanimidade é burra’ (Foto: Reprodução/Instagram)

Nos últimos meses houve o crescimento do que podemos chamar de ‘cultura do cancelamento’ na internet. O cancelamento ocorre quando uma pessoa, geralmente um famoso, comete um erro e é criticada em massa pelos internautas, acompanhado de cobranças por pedidos de desculpas, retratações, ou em situações mais graves, justiça. Porém algumas vezes equívocos ocorrem, como aconteceu com a atriz Alessandra Negrini.


+Rede de shoppings vai instalar caixas de criptomoedas em 9 cidades brasileiras
+Esposa de Ludmilla arrasa em coreografia e deixa seguidores apaixonados
+Mulher Melão quase mostra demais usando biquíni de fita
+Gisele Bündchen celebra aniversário do enteado

No carnaval de 2020, a atriz usou seu bloco carnavalesco em São Paulo para fazer um protesto a favor dos direitos dos povos indígenas, e se caracterizou como tal. Porém a web acusou a Negrini de cometer apropriação cultural, a atriz se pronunciou na ocasião explicando se tratar de um manifesto e ainda recebeu apoio das lideranças indígenas que participaram do bloco com a artista. Não demorou muito para a Alessandra ser ‘descancelada’. A atriz falou, recentemente, sobre a cultura do cancelamento.

Alessandra Negrini sobre cancelamento: 'toda unanimidade é burra' (Foto: Reprodução/Instagram)
Alessandra Negrini sobre cancelamento: ‘toda unanimidade é burra’ (Foto: Reprodução/Instagram)

Não sou a favor. Como diria Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra. Essas coisas precipitadas da internet levam a equívocos. O cancelamento surgiu como uma ferramenta importante de balizar as pessoas e falar: ‘Não, você não pode fazer isso, isso é horrível’. Ele tem seu valor nesse sentido. Mas virou algo impositivo, virou um instrumento de violência. Então tem que ter sempre o diálogo dentro da própria narrativa. Você tem uma narrativa, mas tem que pensar os prós e os contras dentro da própria narrativa. Ou seja, você tem que parar para pensar. O que tem acontecido no cancelamento é que ninguém para para pensar. Eu acho meio fascista o processo do cancelamento, na verdade“, disse ela em entrevista ao podcast ‘Novela das 9

Eu estava muito segura, nem esperava que isso fosse acontecer (o cancelamento) (…) Essa questão da apropriação cultural é quando não tem troca. Você pega um signo de um grupo, se apropria para você e o grupo em si que produziu aquilo não recebe nada. Não é o caso. Eu chamei um indígena para pintar o meu rosto, então o trabalho dele estava impresso no meu rosto. Ele tem um trabalho maravilhoso, o Benício Pitaguary. E eu estava lá para mostrar isso. Era a representatividade deles“, comentou.

‘Eu não tenho medo de ser cancelada?’. Não, eu não estou pensando sobre isso. Não é uma preocupação da minha vida no momento. Mas a gente se preocupa em tentar entender o mundo com os melhores conceitos. ‘Como pensar o mundo’ é uma questão para todo mundo hoje em dia.“, completou.