Ex-deputado do PT e amigo de Lula, Paulo Frateschi, é morto a facadas pelo próprio filho durante briga familiar

Ex-presidente estadual do Partido dos Trabalhadores foi atacado dentro de casa; esposa também ficou ferida ao tentar impedir o crime

O ex-deputado estadual Paulo Frateschi (PT), de 74 anos, foi morto a facadas pelo próprio filho, Francisco Frateschi, durante uma discussão familiar nesta quinta-feira (6) em São Paulo. O caso ocorreu na residência da família, localizada na zona oeste da capital paulista.
De acordo com informações confirmadas pelo jornal O Globo junto a fontes próximas à família e lideranças do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o ex-parlamentar foi atingido com golpes de faca na cabeça e nos braços. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.
A esposa de Frateschi, Yolanda Maux Viana, também ficou ferida ao tentar intervir na briga. Ela sofreu uma fratura no braço e foi encaminhada para atendimento na UPA da Lapa. Testemunhas afirmam que o conflito começou dentro da residência, e ainda não há informações sobre o que teria motivado o desentendimento. O filho foi preso em flagrante.

Tragédias familiares marcaram a vida do ex-deputado

Além de sua trajetória política, Paulo Frateschi já havia enfrentado duas tragédias pessoais. Em 2002, perdeu o filho Pedro, de apenas 7 anos, em um acidente na rodovia Carvalho Pinto, em Guararema (SP). No ano seguinte, em 2003, o filho Júlio, de 16 anos, também morreu em um acidente de carro na rodovia Rio-Santos, entre Paraty e Angra dos Reis (RJ).
Na época, o velório de Júlio contou com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República, além de ministros e lideranças do Partido dos Trabalhadores, em um gesto de solidariedade a Frateschi, figura respeitada dentro da legenda.

Quem foi Paulo Frateschi

Fundador e ex-presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Paulo Frateschi teve uma carreira marcada pela militância política e pela defesa da democracia. Durante a ditadura militar, foi preso e torturado, tornando-se um símbolo de resistência ao regime.
Na política institucional, atuou como secretário de Relações Governamentais durante a gestão de Marta Suplicy (2001–2004) na Prefeitura de São Paulo e exerceu diversos cargos de direção dentro do PT ao longo das décadas.
Em 2019, ao comentar a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, Frateschi classificou o caso como “perseguição política”, comparando a situação do amigo à repressão vivida nos anos de chumbo.

Repercussão no PT

A morte de Paulo Frateschi causou comoção entre lideranças do PT. Militantes e políticos da legenda destacaram sua importância na formação do partido e seu compromisso com as lutas democráticas. Mensagens de solidariedade à família circulam nas redes sociais desde o início da manhã desta quinta-feira.

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