
Ícone aliado no campo de batalha, o M4 Sherman foi o tanque mais produzido da Segunda Guerra e símbolo da ofensiva contra o nazismo
Entre os muitos ícones da Segunda Guerra Mundial, poucos são tão reconhecidos quanto o M4 Sherman. Produzido em massa pelos Estados Unidos, o Sherman foi o principal tanque utilizado pelas forças aliadas — especialmente por norte-americanos e britânicos — nos combates da Europa e do Pacífico. Apesar de críticas por sua blindagem e poder de fogo relativamente modestos, sua confiabilidade, facilidade de manutenção e números esmagadores fizeram dele uma peça-chave na vitória contra o Eixo.

Origem e desenvolvimento
O M4 Sherman foi desenvolvido no início da década de 1940 como sucessor do M3 Lee, que já mostrava limitações em combate. O objetivo era criar um tanque médio mais equilibrado, que pudesse ser produzido em grandes quantidades e com peças padronizadas. O nome “Sherman” foi dado pelos britânicos, em homenagem ao general da Guerra Civil Americana William Tecumseh Sherman.
Ficha técnica do M4 Sherman
- Tipo: Tanque médio
- País de origem: Estados Unidos
- Tripulação: 5 (comandante, artilheiro, carregador, motorista e operador de rádio)
- Armamento principal: Canhão M3 de 75 mm (algumas versões com 76 mm ou obuses de 105 mm)
- Armamento secundário: Metralhadoras Browning .50 e .30
- Blindagem: Entre 38 mm e 76 mm
- Motor: Várias versões, incluindo motores a gasolina radial e motores diesel
- Velocidade máxima: Cerca de 40 a 48 km/h
- Alcance operacional: Cerca de 160 a 240 km
Produção e uso em combate
Mais de 49.000 unidades do M4 Sherman foram produzidas entre 1942 e 1945, tornando-o o tanque mais fabricado pelos Aliados na Segunda Guerra. Foi amplamente utilizado em campanhas decisivas, como o Desembarque da Normandia, a libertação da França, a campanha da Itália e combates no Pacífico contra o Japão.
Apesar de ser superado em poder de fogo e blindagem pelos tanques alemães Tiger e Panther, o Sherman contava com superioridade logística, agilidade tática e a vantagem do número. Enquanto um Tiger podia destruir um Sherman a longa distância, os Aliados usavam táticas de grupo e suporte aéreo para neutralizar essas ameaças.
Curiosidades sobre o Sherman
- O M4 Sherman inspirou respeito e também críticas: soldados o chamavam de “Ronson” (marca de isqueiro), pela facilidade com que pegava fogo ao ser atingido.
- Várias versões foram adaptadas com lança-chamas, pontes móveis e minas flutuantes para uso em diferentes frentes.
- O Sherman foi usado até mesmo após a Segunda Guerra, em conflitos como a Guerra da Coreia e, por países aliados, até os anos 1970.
- O modelo Firefly, desenvolvido pelos britânicos, contava com um canhão antitanque de 17 libras — capaz de enfrentar tanques pesados alemães com mais eficácia.
- Exemplares ainda são vistos em museus, filmes históricos e até em eventos militares comemorativos, como o que contou com a participação do veterano britânico Ken Turner aos 98 anos.
Legado
Mais do que uma simples máquina de guerra, o M4 Sherman se tornou um símbolo da luta pela liberdade. Sua robustez, simplicidade mecânica e papel decisivo na vitória aliada garantem seu lugar de destaque na história militar do século XX.
Fonte: Arquivos históricos militares dos EUA, Imperial War Museum, Tank Museum Bovington.
